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		<title>mary jane</title>
		<link>http://jobrea.blog.terra.com.br</link>
		<description>Do I contradict myself? Very well, then. I contradict myself.</description>
		<language>pt-BR</language>
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		<category>Outros</category>
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			<title>clich&#234;, zod&#237;aco e narcisimo</title>
			<link>http://jobrea.blog.terra.com.br/cliche_zodiaco_e_narcisimo</link>
			<pubDate>02.07.08</pubDate>
			
			<description>Hoje alguem me disse que eu era a mulher mais bonita da festa.
...

N&#227;o encanta.
Mas, confesso, que deslumbra.</description>
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			<title>ser ou n&#227;o ser</title>
			<link>http://jobrea.blog.terra.com.br/ser_ou_nao_ser</link>
			<pubDate>04.06.08</pubDate>
			
			<description>O mundo virtual &#233; muito doido (e eu provavelmente fui a &#250;ltima pessoa a perceber isso). Voc&#234; pode ler uma pessoa inteira sem conhece-la. E cometer erros de interpreta&#231;&#227;o, claro, do mesmo jeito que faria lendo gestos e inten&#231;&#227;o verbal. Mas se o corpo &#233; uma crian&#231;a cabe&#231;uda, a linguagem &#233; um adulto civilizado. Tudo que est&#225; publicado &#233; release. O que pode e quer ser divulgado. Num certo sentido, muito menos o que somos e muito mais uma proje&#231;&#227;o de n&#243;s mesmos. Uma das verdades poss&#237;veis. 
A gente se enfia nesse labirinto infinito de claros e escuros e diz: quem sou eu. E nem precisa muito. Na verdade, meia d&#250;zia de pistas banais. Brilho Eterno de Uma mente Sem Lembran&#231;as &#233; um dos meus filmes preferidos. O que isso diz de mim? Que eu sou uma menina rom&#226;ntica? Eu gosto do estilo visual do Gondry? Eu queria ter cabelo laranja? Ou que eu tava de bom humor no dia em que fui ver o filme? Tire suas pr&#243;prias conclus&#245;es equivocadas.
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			<title></title>
			<link>http://jobrea.blog.terra.com.br/title</link>
			<pubDate>31.05.08</pubDate>
			
			<description>eu t&#244; s&#243; acompanhando, sabendo que quem &#233; de chegar, vai aparecer. Todo mundo em terra firme, me aparece um horizonte, daqueles que voc&#234; nem achava que dava para ver na cidade grande.  Ou at&#233; dava, de um &#227;ngulo torto demais para entrar em foco. Fez foco com conte&#250;do e eu n&#227;o entendi nada. Tinha um monte de asas mais compreens&#237;veis do que essa. E a&#237;, de repente, t&#225; ela, arrastada. E eu fiz a maluca. e, assim como a maluca veio, ela foi embora...</description>
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			<title>Perdendo o amigo</title>
			<link>http://jobrea.blog.terra.com.br/perdendo_o_amigo</link>
			<pubDate>08.05.08</pubDate>
			
			<description>-	Que foi que voc&#234; t&#225; com essa cara de ressaca? &#8211; perguntou um amigo que, em plena sexta a noite, se admirava com a minha falta de &#226;nimo.

-	Fui tomar cerveja ontem com uns amigos, cheguei tard&#227;o em casa.

-	Que amigos? &#8211; perguntou, franzindo a testa.

Amigo, que &#233; melhor amigo, sempre desconfia quando voc&#234; fala de &#8220;uns amigos&#8221;, sem especificar o segmento, porque sabe que em algum momento voc&#234; j&#225; se referiu a eles de alguma forma. 

- Uma amiga ia viajar e a gente fez um encontro &#8211; disse, fazendo pouco caso. 

Voc&#234; podia parar por a&#237;. Mas a essa altura seu amigo j&#225; ta com aquela cara inquiridora que significa: &#8220;sei...desenvolva....&#8221; 

Eu n&#227;o pretendia nem zoar. As li&#231;&#245;es de humildade que a burro-velhice me ensinaram, fizeram eu segurar a l&#237;ngua por cerca de dez segundos. O que para mim j&#225; &#233; um avan&#231;o, j&#225; que a ironia &#233; a minha caracter&#237;stica preferida. Fui obrigada a discorrer sobre o tema.

Um amigo tinha aparecido uma gatinha nova. S&#243; que a menina tinha 13 anos, 20 quilos, 1 metro e setenta de altura, 70 cent&#237;metros de cabelo alisado e dez de salto, num sapatinho com uma fivela de strass. De tanta tatuagem, parecia uma geladeira cheia de im&#227;. N&#227;o vi mas tenho certeza que alguma delas era uma Hello Kitty. P&#243;s-adolescente emo. De tomara-que-cai balon&#234; roxo met&#225;lico. Num p&#233; sujo. Bebendo Ismirnoff Ice. E falando sobre as amigas do Messenger.  Meu Deus. 

&#201;, isso mesmo, meu Deus! Se voc&#234; &#233; super puro de cora&#231;&#227;o e n&#227;o achou a descri&#231;&#227;o nada demais ent&#227;o procura outra pessoa para ler, eu sou m&#225;. 

E de mais a mais, pouco importa o que eu achei da menina. Ela, em absoluto, n&#227;o &#233; a quest&#227;o. S&#243; que, como quase tudo na vida, n&#227;o faz sentido fora de seu contexto.  

Rid&#237;culo mesmo &#233; o menino que t&#225; com ela. Ou melhor, que apresenta aos amigos porque equ&#237;vocos todo mundo comete. Na verdade, &#233; at&#233; bem poss&#237;vel que ele enxergue o papel mas seja fanfarr&#227;o demais para achar isso um problema. Pagando de moleque num est&#225;gio que ultrapassa o charme e d&#225; um pouco de pregui&#231;a. Minha cabe&#231;a &#233; muito feita para alcan&#231;ar esse n&#237;vel de car&#234;ncia.

-	Voc&#234; pode me dizer que porra um cara como ele t&#225; fazendo com uma menina que nem essa? - perguntei ao meu amigo que faz cabala e j&#225; ultrapassou os 30, portanto, &#233; um ser transcendente.
-	imagina, conhe&#231;o. &#201; do tipo que gosta de uma bucetinha distra&#237;da.
Era isso. Uma boba, facilmente administr&#225;vel, que ia dar para ele no minuto seguinte. Bucetinha distra&#237;da encerra a discuss&#227;o.
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			<title>odeio gente sem humor</title>
			<link>http://jobrea.blog.terra.com.br/odeio_gente_sem_humor</link>
			<pubDate>28.04.08</pubDate>
			
			<description>N&#227;o era dada a destemperos. 
E tinha pregui&#231;a dos exagerados. 
Mas quando descobriu que tinha perdido um grande amor achou, pela primeira vez na vida, que podia de embarcar no sofrimento. 
Agora sim tinha motivo para chorar. 

Chegou a ouvir: voc&#234; n&#227;o &#233; assim. 
N&#227;o, n&#227;o era.
Mas achava que estava no direito de se oferecer aos clich&#234;s.

Escorregou pela parede do banheiro chorando, 
olhou a chuva pela janela chorando, 
assistiu a novela chorando.

Rasgou fotos,
escreveu textos,
berrou can&#231;&#245;es.
Fez uma tatuagem,
um blog 
e servi&#231;o completo no sal&#227;o.

Deixou transparecer a tristeza por entre a carapa&#231;a endurecida. 
N&#227;o tinha costume de chorar suas pitangas ao alheio. 
N&#227;o. Mas achava que estava no direito.

E de tanto direito virou uma chata
que seu pr&#243;prio senso de ironia era incapaz de aturar
&#211; mundo cruel: os amores acabam, as pessoas morrem, as crian&#231;as passam fome e o Bush &#233; presidente dos EUA. 

Paci&#234;ncia. 
Nunca mais endosso a auto-comisera&#231;&#227;o.
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