| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | |
| 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |
| 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 |
| 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 |
| 28 | 29 | 30 | 31 |
Os dias de solidão me dão tempo e assunto.
Alerta ao aqui e agora da vida passante,
em movimento de rotação.
Estrangeira, em estado de gerúndio,
sem a confirmação material da minha expressão no mundo.
Minha casa é dentro de mim.
Escondida no escuro e exposta no word
e dele para o mundo das digressões virtuais.
Precisei perder o teto para achar o chão
e perder o controle para encontrar o caminho.
um caminho – que eu não sou mais menina.
E da ruína do projeto, encontrei o prazer da busca, a construção no erro e o amanhecer alaranjado das possibilidades.
Sempre a mesma esperança nos raios de sol.
Aqui no exílio, os ricos são mais ricos, e a burguesia se assume sem culpa. E eu, parte dela, presa nas dores fúteis do meu latifúndio.
E nas necessidades criadas pelo mundo que aprendi.
Dependente da alienação demasiadamente humana da tv por assinatura
E da sabedoria do Google
de bares, cinema e livros
alimentos da alma,
hedonismo classe média.
Posso viver perfeitamente sem isso
Mas não curto.
Preciso de um óculo branco: não tenho como fugir de mim.
criado por jobrea
12:14:36