18.02.08
Lígia Clark
coloquei uma máscara por cima da minha.
quente e pesada. tipo capuz.
a pele rapidamente deu falta do vento: clausura.
o ar vinha de baixo, cheirando à hortelã.
aconchego.
nos ouvidos, um par de conchas me contava o barulho do mar
trazendo marolas de juventude.
posso ficar aqui dentro? cansei da arrebentação...
através de dois buracos, via meus olhos refletidos em um óculos invertido.
olá, alice.
a menina do espelho está olhando para cá,
iluminando o buraco negro dos instantes repetidos.
juntas dançaremos, aos aplausos do sábio,
pela estrada das palavras.
tijolos amarelos,
rumo à libertação.